Gastronomia e Cidades do Mundo

Mercado de Loulé, Algarve. Um mercado delicioso!

Mercado de Loulé, Algarve. Um mercado delicioso!

Tal e qual o título, ontem deliciei-me com o Mercado de Loulé. Nem sei bem onde estacionei o carro ervilha, mas a simpatia dos louletanos levou-me até ao mercado. Mas que mercado! Cheguei tarde, por voltas das 12h, e certamente mais cedo apanharia mais variedade de peixe. Escolhi o Sábado para apanhar o mercado de rua, mas também apanhei a preparação para uma das noites mais conhecidas do Algarve, a noite Branca de Loulé! Não foi o melhor dia para fotografar o edifício do mercado, mas também foi giro.

Este mercado foi inaugurado em 1908 e é destes mercados antigos que eu gosto. O Mercado de Loulé tem um estilo revivalista de inspiração árabe e além de diferente dos demais, é muito bonito.

Entrei por uma porta lateral e apanhei logo a exposição de vinho. Pensei logo que ía gostar muito.

 

Assim que vi a cara do Cliff Richard ri-me, mas depois percebi porque é que lá estava. Este mercado é completamente virado para o turismo e o Cliff esforça-se para dar a conhecer o Algarve que ele tanto gosta. Tem produtos variados em cada canto, muito bem cuidado e apresentado. Tem coisas giríssimas.

Passei por lojas com artigos de cortiça que estavam atoladas de turistas. Vi atoalhados típicos da região com produtos para todos os gostos. Havia lojas com diversa louça pintada com motivos do mar e hortícolas, também sempre cheias de gente.

 

Havia as floristas do costume, os talhos, os peixeiros. Tudo muito cuidado, muito fresco, com preços aceitáveis.

 

Mas, o que mais me encantou e deliciou, foram todos os outros produtos não tão comuns em mercados de cidade. Encontrei especiarias como a flor de sal misturadas com outras ervas por exemplo, mel regional, molhos picantes, doces com figo, alfarroba, amêndoa. O que eu dava para o meu avô Sintra ser vivo e ir comigo a este mercado. Gozão como ele era, diria certamente que era tudo uma “porquêra” feito para turista ver, mas é esse o objectivo, certo? Neste caso, não é “porquêra”, mas é para turista e local ver. Eu amei ver tantos produtos que temos tão bons e a cara dos turistas tão entusiasmados.

Apanhei diversas vezes, o entusiasmo daqueles que nunca tinham visto alguns produtos nossos e só queriam comprar e levar para mostrar na terra deles. Adoro ver a alegria na cara dos turistas com produtos nossos e com o nosso querido Portugal.

Lembro-me bem do bacalhau que levei na mala de porão para Angola, só para ter o gostinho de Portugal lá fora.

Neste mercado até cerveja artesanal encontrei. Havia três cervejas Made In Loulé! Claro que as comprei para o meu consultor de cerveja aqui do blog, João Cintra, as provar e escrever sobre tal. Uma das cervejas chama-se Moura e moura como sou tinha de a comprar, claro! Paguei 3€, 3,20€ e 3,5€ pelas cervejas. Achei carotas mas comprei pela graça também.

 

Tenho apenas um reparo neste mercado. Numa terra como Loulé, pensei que iria encontrar inúmeros cestos, uma vez que são feitos nas fábricas em Loulé. Mas, dentro do mercado apenas havia uma loja/ banca e não tinha nada de especial, tudo misturado com demasiados produtos que não conjugavam.

Bom, fui espreitar o mercado de rua e era um mercado comum de hortícolas, charcutaria, ervas aromáticas, o normal.

Andei um pouco perdida pelas ruas à procura de mais produtos típicos da região e feitos por artesãos locais. Encontrei junto ao mercado o Sr. Miguel no seu “Cantinho Regional”, artesão de cestaria que foi um querido.

Mostrou-me tudo com cuidado e sempre a dizer que alguns artigos estavam a acabar. Com muita pena minha, os cestos que ele vendia, encontro-os junto à minha casa mais baratos. Não comprei nada.

Continuei a andar cada vez mais perdida pelas ruas, encontrei uma pequena loja onde comprei MAIS um cesto (21€) para levar às compras e mais à frente deparei-me com a Casa da Empreita. Assim que vi o nome, percebi que tinha chegado ao meu paraíso. A senhora que lá estava foi bastante prestável e lá comprei uma bolsinha (12€), até porque a variedade não era muita.

Resumindo, passei um belo dia no mercado de Loulé e quero lá voltar. Comprei flor de sal (1€/ saco), cestos, cerveja e um caçador de sonhos de uma artesã local. Tenho pena que os artesãos não tenham cartões com os contactos, nem sequer o nome das lojas visível. Era mais uma forma das pessoas voltarem, como eu. No final, já nem sabia onde tinha deixado o carro, quanto mais onde ficaram as lojas…

Até ao próximo mercado!



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